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De Chico Buarque a System of a Down: banda de Belém viraliza ao transformar hits em reggae

Grupo do Pará, Reggaetown aposta em versões reggae de clássicos da música brasileira e internacional Divulgação O que Chico Buarque e System of a Down pod...

De Chico Buarque a System of a Down: banda de Belém viraliza ao transformar hits em reggae
De Chico Buarque a System of a Down: banda de Belém viraliza ao transformar hits em reggae (Foto: Reprodução)

Grupo do Pará, Reggaetown aposta em versões reggae de clássicos da música brasileira e internacional Divulgação O que Chico Buarque e System of a Down podem ter em comum? No repertório da Reggaetown, a resposta está no reggae. A banda de Belém transformou canções de universos musicais distantes em versões próprias e alcançou a marca de 30 milhões de visualizações nas redes sociais. Nesta quinta-feira (27), o grupo inicia, em Fortaleza, uma turnê que passa por cinco estados e pelo Distrito Federal, levando para a estrada o reggae produzido na Amazônia. A ideia de transformar músicas tão diferentes em reggae não nasceu de uma estratégia para conquistar milhões de visualizações. Amigos que moravam fora de Belém queriam ouvir as versões que já faziam parte dos shows da Reggaetown. Em vez de mandar os registros individualmente, os músicos resolveram transformar a brincadeira em rotina: uma releitura por semana nas redes. “A gente fazia as versões ao vivo, mas nossos amigos de outras cidades ficavam pedindo para a gente filmar e mandar para eles. Foi aí que tivemos a ideia de fazer uma versão por semana e postar nas redes sociais”, conta o vocalista Bruno Rodriguez. Foi assim que músicas que dificilmente apareceriam lado a lado começaram a ganhar o mesmo destino: o reggae. Segundo Bruno, praticamente todos os vídeos publicados pelo grupo alcançam entre 100 mil e 200 mil visualizações, enquanto os de maior repercussão chegaram a marcas como um milhão, dois milhões e quatro milhões. Versão reggae para música de Chico Buarque foi compartilhada pelo mpróprio artista. System of Down destacou o vídeo da v na página oficial da Rede social A mistura também chegou aos ouvidos de quem estava do outro lado da versão. Uma releitura de Chico Buarque foi compartilhada pelo próprio cantor. Depois, a Reggaetown fez o mesmo exercício com o System of a Down: tirou uma música do universo do metal e a levou para o reggae. O vídeo chegou ao baixista da banda, Shavo Odadjian, que compartilhou a publicação duas vezes. MPB e rock pesado acabaram, assim, encontrando um endereço em comum em Belém. A facilidade para transitar entre esses repertórios tem relação com a própria formação musical da Reggaetown. Criada em 2010, a banda tem o reggae como base, mas cresceu cercada por carimbó, brega, guitarrada, cumbia, melody, hip hop e rock. Bruno, que cresceu entre a Cidade Velha e o Jurunas, diz que essa mistura veio da música ouvida dentro de casa e nas ruas. “O reggae sempre foi a nossa cultura, junto com os ritmos regionais daqui. A gente cresceu ali na fronteira da Cidade Velha com o Jurunas, onde a musicalidade é muito forte. Desde a cumbia, o brega, o melody, o reggae, o rock.” Mas milhões de visualizações não interessam apenas como número na tela. Segundo Bruno, depois que os vídeos começaram a circular, o direct da banda passou a receber contatos de diferentes partes do país. “Eu lembro que acordei de manhã e, no direct da banda, tinha muitas mensagens de várias pessoas, de todo lugar do Brasil, querendo contratar, querendo que a gente fizesse show nas casas de show, nos bares, em eventos, shows e festivais”, lembra. Os contatos, afirma o músico, ajudaram a formar uma rede com produtores, casas de shows e promoters fora do Pará. “A gente aproveita a visibilidade e também filma as músicas autorais. O público acaba gostando de tabela das nossas músicas. Foi meio que uma estratégia para fazer as músicas próprias serem divulgadas”, explica Bruno. Transformar um vídeo em circulação nacional, porém, é um desafio diferente. Se uma versão gravada em Belém pode chegar a milhões de telas sem sair da cidade, colocar uma banda amazônica na estrada envolve passagens, hospedagem, equipe e produção. “É difícil porque a gente mora muito longe. Então acaba ficando muito alto o valor para o contratante chamar uma banda do Norte para tocar, por exemplo, em São Paulo”, diz Bruno. Por isso, o grupo tenta reunir várias apresentações em uma mesma viagem e dividir os custos. O vocalista define o processo como um trabalho “de formiga”, construído a médio e longo prazo. A próxima etapa começa nesta quinta-feira, em Fortaleza. Até 13 de setembro, a Reggaetown passa por Ceará, Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Piauí. No percurso estão o Vix Festival, em Vitória, e o Fyah Festival, em Brasília, além de apresentações em cidades como Niterói, Jericoacoara, Preá, Icaraizinho, Timon e Parnaíba. Enquanto prepara um álbum duplo de músicas autorais, a banda segue levando para os palcos a mistura que ajudou seus vídeos a circular pelo país. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Agora no g1 Leia todas as notícias do estado no g1 Pará